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A representatividade feminina em posições de liderança no mercado jurídico brasileiro

30.03.2021 2 minutos de leitura

Em um movimento gradual, ainda que de forma lenta, as empresas têm promovido mais espaços de representatividade para as mulheres no mercado de trabalho, buscando assegurar a equidade de gênero nas mais diversas áreas de atuação. 

No mercado jurídico não é diferente, sabemos que ainda há um longo percurso pela frente. No entanto, já é possível observar algumas mudanças em prol deste objetivo tão importante. 

De acordo com a 1ª edição do Chambers Brazil, guia que lista os melhores escritórios e profissionais do mercado jurídico no país, a presença de mulheres reconhecidas por clientes e colegas subiu de 19% para 22% em 2021. O avanço traz boas perspectivas, ainda que seja pequeno. 

Outra iniciativa que movimentou o mercado neste ano, foi o lançamento do guia Análise Advocacia Mulher, com o objetivo de fomentar a participação das mulheres no mercado brasileiro de advocacia e trazer aos holofotes mais talentos femininos da área, visto a diferença no percentual de homens e mulheres que costumam ser destacados nos rankings do mercado jurídico.

Já por parte dos escritórios, iniciativas como a criação de comitês de diversidade, mentorias, ações afirmativas para garantir a participação de mulheres nos conselhos de administração ou em posições estratégicas do escritório, são algumas das práticas que têm feito a diferença. 

Membro dos comitês BMA Mulher e BMA Diversidade, reconhecida como Star Individual na última edição do guia Chambers Brazil: Contentious 2021 e eleita a advogada mais admirada do país pelo Análise Advocacia Mulher, entre os escritórios full-service, a convite do Valor Econômico, nossa sócia Barbara Rosenberg comentou sobre a importância do tema. 

Segundo nossa especialista, os escritórios têm responsabilidade de buscar eliminar barreiras de gênero para permitir um crescimento profissional parelho entre mulheres e homens.  Para ela, canais efetivos de denúncias de assédio, regras de licença parental mais igualitárias e posterior acolhimento no retorno ao trabalho são alguns dos instrumentos para derrubar obstáculos ao desenvolvimento da carreira. “A rede de apoio deve vir de dentro e de fora do escritório e deve ser formada por mulheres e homens”, afirma.

Aqui no BMA, ficamos felizes com os avanços que já trilhamos, tanto no escritório, como no mercado em geral. Mas, sabemos da importância de continuar fomentando e implementando ações que realmente façam a diferença para alcançar a equidade de gênero e de oportunidades, não só na vida profissional. Entendemos esse objetivo como um trabalho coletivo, e o engajamento de todos é essencial.

Leia também:  Protagonismo feminino e necessidade de ações concretas são tema de conversa com fundadora da RME, Ana Fontes

*Clique aqui e confira a entrevista completa de Barbara Rosenberg ao Valor Econômico.