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Outubro Rosa: BMA realiza bate-papo virtual sobre conscientização e prevenção do câncer de mama

26.10.2020 4 minutos de leitura

​Mesmo em momentos atípicos como o que estamos vivendo, é preciso se cuidar. Manter a rotina dos check-ups gerais e exames preventivos, faz a diferença! Essa foi uma das mensagens-chave discutidas durante o bate-papo virtual realizado pelo BMA, na quinta-feira, 15 de outubro, voltado à conscientização e prevenção do câncer de mama.

Para enriquecer o encontro virtual, moderado por nossa sócia Antonella Carminatti, convidamos o Doutor Antônio Carlos Jardim, médico ginecologista do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) e Mastologista do Instituto Nacional do Câncer (INCA). E também, Cristiane Correa, consultora, escritora e palestrante, autora do artigo: Câncer: pra que manter segredo?, que compartilhou com as integrantes do BMA sua experiência de vida, a descoberta da doença e as fases do tratamento.

E, por que se fala tanto em câncer de mama?

Além de ser o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres em nosso país, os números de incidência da doença vêm aumentando ano após ano, e nossos hábitos cotidianos, têm uma grande contribuição para este feito. “No Brasil, só em 2019, segundo o Instituto Nacional do Câncer, foi estimado aproximadamente 63 mil novos casos de câncer de mama”, afirmou o Dr. Jardim durante o bate-papo. 

Já em 2020, estima-se que cerca de 66 mil brasileiras irão receber o diagnóstico da doença até o final do ano. Segundo o Dr. Jardim, em um país tão heterogêneo como o nosso, a maior incidência ainda está nos estados mais desenvolvidos, como a região sul e sudeste. “E isso é devido ao estilo de vida que as mulheres começaram a ter, a partir dos anos 60 e 70, quando houve um aumento abrupto nos casos de câncer de mama”, afirma o especialista.

Outra pesquisa preocupante é a que aponta que cerca de 50 mil pessoas deixaram de ser diagnosticadas com diversos tipos de câncer durante o período mais intenso da pandemia, pois tiveram que adiar seus exames. Ao compartilhar sua experiência conosco, Cristiane Correa, que acabou postergando seus exames preventivos para o mês de julho e posteriormente recebeu seu diagnóstico, é uma das pessoas que fazem parte desta estatística. “Aí nós percebemos a diferença que faz o diagnóstico precoce”, afirmou a jornalista, que foi identificada com a doença ainda em estágio inicial.

É preciso fazer a nossa parte!

A prevenção e conscientização contra o câncer de mama devem ir além do mês de outubro, precisamos nos cuidar diariamente e fazer a nossa parte para diminuir os riscos de incidência da doença. 

E o que podemos fazer? Confira algumas dicas que o Dr. Jardim deixou durante nosso encontro.

  • Realizar o autoexame
  • Manter a rotina de check-ups gerais
  • Após os 40 anos, realizar a mamografia anualmente
  • Praticar exercícios periodicamente
  • Manter uma alimentação saudável
  • Evitar tabagismo e excesso de bebidas alcoólicas, entre outros

É importante lembrar que as orientações apenas diminuem o risco e não anulam a possibilidade de incidência da doença.

E o acesso é mesmo para todos?  

Quantas pessoas não podem fazer a sua parte, pois não possuem acesso a essas informações e cuidados? Quantos brasileiros têm acesso a um sistema de saúde de excelência? Essas foram algumas reflexões que também marcaram nosso bate-papo virtual. 

Ao compartilhar sua história conosco, Cristiane Correa trouxe essas importantes indagações. Durante seu tratamento, realizado de maneira rápida em um hospital qualificado e com profissionais de ponta, a jornalista se deu conta de que aquela era uma situação privilegiada. Que grande parte das mulheres não têm essa oportunidade em nosso país e, por vezes, aguardam meses por um tratamento adequado. “Não é certo que uma pessoa que tenha recursos possa ter mais saúde do que alguém que não tem”, afirmou a jornalista.

A partir desse ponto, Cristiane decidiu tomar uma atitude em relação a isso e pesquisou diversas formas de fazer a diferença. Até que conheceu o Instituto Protea, uma organização que busca proporcionar, de maneira ágil e com qualidade, o tratamento do câncer de mama para mulheres de baixa renda. E, então, optou por fazer parte desta causa, se tornando uma propagadora da instituição, realizando palestras e consultorias, buscando maior engajamento e arrecadação de recursos para o projeto. 

Entendendo o cenário de desigualdade social em que vivemos, decidimos nos unir a esta corrente de solidariedade, apoiando e divulgando o Instituto Protea. Compreendendo como uma iniciativa de alta demanda social, que promove transformações tão importantes à nossa sociedade, deixamos aqui o contato da instituição aos interessados em fazer parte dessa rede colaborativa. 

Mais do que uma data marcada no calendário, esperamos que este outubro rosa realmente faça a diferença na saúde, prevenção e conscientização sobre o câncer de mama.